
Sarau Safado é um encontro festivo para celebrar as literaturas eróticas, sobretudo aquelas consideradas dissidentes (escritas por mulheres, pessoas LGBTQi+ e outros grupos minorizados).
O nome do sarau é uma homenagem à poeta grega Safo, considerada por historiadores a primeira mulher a escrever poesia erótica em todo ocidente.
O projeto foi criado em 2020, durante o contexto da pandemia e, por essa razão, acontecia on-line, em parceria com Bibliotecas da rede Municipal da Cidade de São Paulo. Naquele período, reunia poetas, leitores e amantes das literaturas eróticas de várias partes do Brasil e Portugal.
Em 2025, o sarau se tornou presencial, e continua a reunir artistas de muitas partes e origens do Brasil.
A curadoria de artistas convidados valoriza as formas de literatura erótica que dão visibilidade e voz às existências de mulheres, pessoas LGBTQi+, pessoas negras e indígenas, e outros grupos minorizados (refugiados, palestinos, pessoas PCD, etc.).
A apresentação do sarau é feita por sua criadora, Natália Nolli Sasso, ao lado de uma/um DJ convidada/o. A curadoria de textos e de artistas participantes, a cada sarau, também é realizada previamente pela escritora paulista, que organiza e produz o sarau em acordo com condições materiais, agendas e disponibilidades de viagem de participantes.
Além da apresentação de Natália, da DJ e de artistas convidadas/os, há um bloco inteiramente dedicado ao “microfone aberto” (mic aberto) ao público presente para participação espontânea.
A participação e interação com presentes é parte importante do Sarau, que tem fomentado tanto os hábitos de leitura quanto de escrita.
O Sarau é destinado para pessoas 18+, interessadas nas literaturas eróticas, sobretudo aquelas que se sentem pertencentes aos grupos minorizados, mas não somente elas.















É uma apresentação que celebra a diversidade e o respeito mútuo, a partir da expressão literária e da música.











Realização: Selo Libertária e Porão da Cerveja.
Fotos: Roberto Constantino, Luiz Ferreira e Alan Fujito.
